Premier League: Análise aos Quatro Grandes



Lembram-se daquela altura da vida em que eram cronicamente inseguros, sujeitos a avaliação constante e sofriam maus tratos por parte dos vossos pares? Não, não estamos a falar do vosso desempenho profissional na semana passada. Estamos a falar dos tempos de escola. Pois é, todos conhecemos o processo da avaliação intermédia.

Ora bem, temos essa avaliação a chegar, ou pelo menos imaginamos nós. Cá vão alguns reparos mais cáusticos ao desempenho das quatro principais equipas da principal Liga inglesa:

 

Manchester United

Ai ai. O Machester United está a desiludir. Depois de nos ter impressionado tanto em épocas anteriores. Decidiram substituir Sir Alex Ferguson, o melhor treinador de todos os tempos, com o treinador do Everton. As coisas foram do vermelho incandescente para um amarelo pálido em Old Trafford.

Para começar, receia-se que os jogadores não respeitam Moyes. Depois, há sinais de que ele não sabe bem o valor do jogadores, exceto o de um adolescente que está a dar que falar e que poderá sair no verão. Além disso, o presidente do clube parece não estar talhado para comprar jogadores. E não há razões para acreditar que esta situação vai ser resolvida em breve.

 

Manchester City

Quando nos livramos de Robeto Macini, as coisas só podem melhorar. Na verdade, basta substituir Mancine por um corte de cabelo e um cashecol idênticos aos seus no banco e de forma imediata melhoramos as relações dentro do plantel e o seu desempenho. O City ainda fez melhor que isso, e trocou o italiano por outro ser humano, e até escolheu um homem com um bom registo enquanto treinador. Manuel Pelligrini rejuvenesceu a equipa de Manchester, galvanizou Yaya Touré e Sérgio Aguero, enquanto dissolve o United num frasco de escárnio ácido.

No entanto, ainda tem problemas por resolver. Joe Hart está a ficar cada vez mais inglês, enquanto Vincent Kompany tem passado mais tempo a tirar fotos para as redes sociais que a treinar no ginásio e voltou a ter mais um problema muscular, ficando afastado um par de semanas. Defensivamente, a equipa ainda não está segura e Pelligrini terá que resolver o berbicacho. Se não, haverá mais equipas como o Bayern Munique a fazer deles um bando de palhaços.

 

Chelsea

Está a ser muito divertido ter José Mourinho de volta. Isto é, se formos John Terry ou Frank Lampard, que não estão a ser tratados objetivamente.

Para além disso, Mourinho também está a ser bem interessante de acompanhar porque não leva nada a sério. Trocou a sua velha filosofia de manupilação psicológica dos seus amigos e opositores por uma de ostensivamente queimar tempo.

Lá à frente, Samuel Eto'o está obsoleto, Fernando Torres está presente de corpo mas não de espírito, Demba Ba é Demba Ba e Romelu Lukaku está no Everton. No meio-campo, faltam Michael Essien e Frank Lampard de antigamente, mas têm Michael Essien e Frank Lampard dos dias de hoje, que estão simplesmente velhos.

A defesa é competente, apesar de não ser o conceito clássico para Mourinho, mas falta a chama das equipas que costuma montar. Seria bem mais agradável assistir ao Mourinho clássico, pois todos os ingredientes que está a usar já estão fora do prazo de validade.

 

Arsenal

O estado atual dos adeptos do Arsenal, o de perpétuo estonteamento, é agora plenamente justificado, ao serem campeões de Inglaterra uma vez mais. A contratação de Mesut Ozil foi a chave para conquistarem finalmente o título. Com a sua capacidade inventiva, foi capaz de mitigar todas as fraquezas do plantel do Arsenal. Sejam os cigarros do Jack Wilshere, ou de que toda a defesa é menos capaz do que devia, e de Olivier Giroud ser o único verdadeiro finalizador do clube.

Quando Niklas Bendtner entrou para perseguir a vitória no estádio do West Bromwich Albion, e ao vê-lo tão ágil e ameaçador, todos soubemos que Arsène Wenger tinha transformado a equipa novamente. O Arsenal é campeão da Premier League, e ainda estamos em outubro. Não admira que os adeptos estejam tão felizes.

Quem é que vai apoiar para vencer a Premier League esta época? Consulte as quotas mais recentes.